Crescimento com qualidade de vida
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo

A Argentina é um país inserido no modelo capitalista. Uma das economias mais importantes da América Latina e influente no mundo. Sua capital está entre as vinte maiores cidades do mundo. O PIB per capita tem uma média de mais de cinco mil dólares.

Com todos esses dados importantes, qualquer pessoa diria que o ritmo de trabalho argentino deve ser tão frenético quanto o ritmo brasileiro, mexicano ou estadunidense. Há um engano. Enorme engano.

É claro que a vida também é corrida. Argentinos vão e vêm sempre apressados. Como em toda nação, as pessoas precisam do trabalho, e o trabalho requer dedicação quase integral.

Mas lá o quase impressiona pelo tamanho. Os argentinos possuem mais tempo para passar com a família, descansando e aproveitando a enorme quantidade de praças floridas e bem conservadas. Se preferir, há também a possibilidade de assistir às peças de teatro, visitar os museus ou jogar uma partida de sinuca. As opções culturais são muitas. E todas com um preço bem acessível.

O costume da sesta é um bom exemplo dessa maior tranqüilidade de rotina. Dormir depois do almoço, teoricamente na metade do dia, é pratica comum entre os argentinos. Principalmente, nas cidades próximas à de Buenos Aires. O comércio nessas cidades pára por até três horas e só volta às quatro horas da tarde.

A população argentina evidencia que para fazer o país crescer não é preciso esquecer da qualidade de vida, colocando família e tempo de descanso em segundo plano, tornando-se estressada e com cara de poucos amigos. Pelo contrário, a verdadeira harmonia está quando crescimento e qualidade de vida caminham juntos.

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