Patriotismo de geração para geração
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo
Com a memória de Perón na defesa das instituições argentinas das garras capitalistas, de Carlos Gardel na arte do tango, de Che Guevara na luta pela libertação e de Maradona em outra arte, a dos pés, os argentinos se orgulham de sua nação. São patriotas. São nacionalistas. E não só em época de Copa do Mundo, como nós, brasileiros, mas durante todo tempo e em qualquer área que seja, especialmente no campo político.
Grande parte da população é politizada. Tem consciência de seus direitos e se sente ofendida quando esses direitos são violados. Reage com extremismo muitas vezes. Mas reage. Não fica passiva diante de injustiças ou desrespeito de quem quer que seja. Se o governo aumentou a tarifa de ônibus e a renda não subiu na mesma proporção, tenha certeza que virá a resposta da sociedade argentina. Se o político roubou ou nada contribuiu depois de eleito, esteja certo que impune não ficará.
Essa marca fiscalizadora só é possível pela união do povo. São muito unidos. Nas cidades próximas à de Buenos Aires, como Haedo e Morón, os vizinhos se ajudam. É comum os residentes de algum bairro se unirem para reconstruir a casa de um vizinho que foi destruída por um incêndio. Existem também diversas associações de ajuda aos argentinos mais necessitados que realmente funcionam e contribuem para uma realidade melhor.
Dessa maneira, a violência não encontra espaço. O índice de criminalidade é reduzido, imensamente menor que o brasileiro. É difícil os noticiários mostrarem roubos ou homicídios. As manifestações estão muito mais presentes e algumas vezes extrapolam para a violência, precisando de repressão policial para contê-las.
POR Bruno Victor Dela Páscoa Toranzo
Com a memória de Perón na defesa das instituições argentinas das garras capitalistas, de Carlos Gardel na arte do tango, de Che Guevara na luta pela libertação e de Maradona em outra arte, a dos pés, os argentinos se orgulham de sua nação. São patriotas. São nacionalistas. E não só em época de Copa do Mundo, como nós, brasileiros, mas durante todo tempo e em qualquer área que seja, especialmente no campo político.
Grande parte da população é politizada. Tem consciência de seus direitos e se sente ofendida quando esses direitos são violados. Reage com extremismo muitas vezes. Mas reage. Não fica passiva diante de injustiças ou desrespeito de quem quer que seja. Se o governo aumentou a tarifa de ônibus e a renda não subiu na mesma proporção, tenha certeza que virá a resposta da sociedade argentina. Se o político roubou ou nada contribuiu depois de eleito, esteja certo que impune não ficará.
Essa marca fiscalizadora só é possível pela união do povo. São muito unidos. Nas cidades próximas à de Buenos Aires, como Haedo e Morón, os vizinhos se ajudam. É comum os residentes de algum bairro se unirem para reconstruir a casa de um vizinho que foi destruída por um incêndio. Existem também diversas associações de ajuda aos argentinos mais necessitados que realmente funcionam e contribuem para uma realidade melhor.
Dessa maneira, a violência não encontra espaço. O índice de criminalidade é reduzido, imensamente menor que o brasileiro. É difícil os noticiários mostrarem roubos ou homicídios. As manifestações estão muito mais presentes e algumas vezes extrapolam para a violência, precisando de repressão policial para contê-las.
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